terça-feira, 18 de março de 2008

fogo de palha.
uns dias atrás eu estava com um enjôo emocional. é, esse foi o termo mais coerente que eu achei. e é péssimo. dedinho na guela não alivia e a impregnação consegue ser maior ainda. e os motivos? nem eu sei. desconfio talvez. a sensação de ter alguém pisando no seu balão de oxigêncio contribui horrores. ou preocupações com o que a semana seguinte vai trazer. a saudade também... essa já virou cativa. e aí quando tudo parece estar no mesmo, mais uma repetição do mesmo que já subiu ao palco outro época, chega uma avalanche. algo intrigante, enervante, instigante, inédito. que te quebra no meio e te dá vontade de ir de novo. um vício, talvez. imagino que eu estou viciada nisso que me apareceu no meio da avalanche. provavelmente vai me dar prejuízo, mas quer saber? vale a pena. a sensação do agora é boa, e como já diria Vinicius: que seja eterno enquanto dure, mesmo que seja fogo de palha.

Um comentário:

FaBinho Vieira disse...

Um fogueira que não apaga, fica em brasa. Aí vem um que sopra de um lado, e o fogo pega. Uma hora fica brasa de novo. Vem outro, e sopra em outro lado, o fogo pega. Mas "embraseia" novamente.
Quem um dia será o soprador constante?